segunda-feira, 4 de outubro de 2010

"Se sou amado, quanto mais amado mais correspondo ao amor. Se sou esquecido, devo esquecer também, pois amor é feito espelho: tem que ter reflexo". Pablo Neruda

   Desejando sempre um excelente dia a vocês estimadas pessoas!
   Tenho algumas paixões, entre elas... ler. Pablo Neruda, poeta, escritor chileno, Nobel Literatura... esse é o cara. Poucos sabem assentar por escrito o significado de envolver-se com alguém, o desespero da perda, a intensidade do entregar-se... amar, apaixonar-se, aprender a desamar e desapaixonar-se. Escolhi essa frase que contém uma verdade simples... quem ama (ao menos dentro de um relacionamento entre dois seres humanos, no sentido romântico, eros - amor apaixonado, com desejo e atração sensual) busca e deve ser correspondido.
   Tentar entender como funciona a dinâmica dessa condição de relacionar-se, amar, apaixonar, é algo complicadíssimo, intrigante e frustrante. Certamente já encontrei pessoas incríveis, dentro do ideal de pessoa que buscava (ou achava saber querer) e não acontecia a mágica, o diferente, o querer envolver-se. Sendo absolutamente sincero, tentei muitas vezes depositar minhas fichas quando dum encontro assim, com uma pessoa especial. Mas muitas vezes as coisas não desenvolviam, não se concretizavam. Por quê? Por quê não? Por quê não consigo determinar algo tão importante na vida de uma pessoa? Por que não existe um dispositivo dentro de nós que pode ser acionado para conseguir estar, ficar e permanecer com alguém que tem todos os predicados para me fazer feliz? Por que uma "ilógica do acaso" de muitas circunstâncias determina o início, o admirar, o atrair de outro? É no mínimo frustrante. Explico. Nessa "ilógica do acaso" quando encontramos alguém especial, acontece do outro interessar-se mais que eu, eu interessar-me mais que o outro, o outro e eu nos interessar-nos mas um afastar, um não acontecer, fazer tudo esfriar. Também eu interessar-me, o outro interessar-se e subitamente quando a luz do amor se aciona, o envolvimento acontecer, o beijar, o tocar serem incríveis, um de nós amendronta-se de tal modo, diante da possibilidade do real, verdadeiro, da possibilidade de muitos momentos felizes... se foge, se perde, amarga-se e conforma-se com a solidão, o isolamento.
   Não posso reclamar de meus envolvimentos de modo geral. Meu primeiro amor, uma moça simpática, inteligente e de forte personalidade, despertou em mim todos os sentimentos, calafrios, desesperos, inseguranças, boca-seca, mãos trêmulas, palpitar e acelerar do coração... amei intensamente. Inicialmente em silêncio, posteriormente, um envolvimento curto (mas real) e claro ao término disso, com seus subsequentes e "devastadores" (primeiro amor sempre é assim) períodos de recuperação, lamúrias e recolhimento. Pensava então que amar não mais seria possível. Nãnãninãnão! A segunda que me envolveu, pequenina, loira e de olhos verdes. Calada, tímida, com história familiar triste. Tornamo-nos amigos, vivi seus problemas e dificuldades, do mesmo modo como faço até hoje com todos que amo. Sofrimento meu! Continuar amigos ou perder algo que já tinha (amizade) na tentativa de um envolvimento? Com coragem reunidas, me declarei. Nem uma coisa, nem outra. Restou carinho e boas recordações. Pensei então... "me dizem que se ama só uma vez, amei duas, sortudo eu né! Vamos ver o que faço com o restante da vida". Nãnãninãnão duplo!
   Conheci então uma moça na escola, já tinhas meus 16, 17 anos. Éramos de classes diferentes, mas com um amigo querido em comum (até hoje meu amigo). Avistando aquela pessoinha de longe, não simpatizei. Tinha uma carinha entojada, metida. Outros não a suportavam e faziam me ter certeza que meu julgamento a distância era corretíssimo. Tivemos de nos aproximar por conta de um trabalho (montagem de uma peça) e éramos os responsáveis por isso. Passei a conhecê-la melhor, aceitar suas diferenças e acreditem... ELA É ABSOLUTAMENTE DIFERENTE DE MIM! A-B-S-O-L-U-T-A-M-E-N-T-E! Não me atraia (era super obesa e não tinha muito auto-estima). Mas nos tornamos amigos. Queria ver essa minha amiga feliz, encontrar alguém legal e que a respeitasse. Os envolvimentos dela tinham sido os mais trágicos possíveis. Daqueles que gradativamente te mortificam, anulam, devastam e roubam a dignidade. Fiz dieta junto com ela (tinha 69kg e meço 1,84) e surgiu então um alguém tão atraente, vivo e pulsante! Como fiquei feliz nessa virada de mesa, neste recomeço! A possibilidade de ficarmos juntos? Nula! MAS, com o passar do tempo (ANOS) sentia-me novamente melancólico, triste e exageradamente irritado. Não entendia o que se passava e então minha estridente mãe disse - "criatura você está apaixonado". E era verdade! Essa minha amiga, tornou-se minha namorada, noiva, esposa. Vivência de 15 anos. Fui feliz. Aprendi que amor também pode ser construído. Amor construído é possível! A separação foi esmagadora. Aprendi que qualquer separação, mesmo que dentro de toda dignidade, sinceridade... é amarga, dura, dolorosa.
   Pós separação, tudo muito desordenado na mente e nos sentimentos. Pensar em envolver-se, apaixonar-se, entregar-se é muito pesado. Que trabalho! Recomeçar! Acreditar! Permitir-se! Tentei então searas nunca exploradas, por muitas circunstâncias, me envolvi com um rapaz. Boa pessoa (mais jovem que eu). Acreditei, investi, doei (não tenho tantos freios quando acredito em alguém), mas fui mal-sucedido. Mais dor, sofrimento. Fechei-me completamente, curando as feridas, auto-exame - onde falhei, o que fiz, o que deixei que fizessem comigo??? Já restabelecido, não sei exatamente por quê, em uma madrugada, onde consolava e fazia companhia a uma amiga com pai hospitalizado, entrei sala de bate papo, aceitei falar com um cara, com um nick que jamais aceitaria em dias normais e por quê esse cara insistiu em falar comigo, mesmo eu o ignorando, conversamos, nos interessamos, nos descobrimos, falamos, rimos, dividimos nossas visões de mundo e encontramos tantas afinidades. Passaram-se horas, já era manhã... sua conexão cai... fico alucinado e imagino "perdi o contato, ele nem vai lembrar de mim". Penso nele ao longo do dia e ao chegar em casa, entrando msn re-encontro alguém que diz "fiquei tão aborrecido por ter caído, pensei o dia inteiro em você!".Era tudo que queria ouvir. Continuamos nos conhecendo, nos apegando, nos revelando... outra madrugada e manhã. Então nos encontramos e tudo acontece tão naturalmente, tão maravilhosamente e quando nos tocamos sinto que ele confia em mim, mais que isso, me deseja, sim é um sonho. Fizemos planos, espontaneamente. Ele se deita sobre meu colo, beija meu rosto, minha boca, pede para que cuide dele. Ele me permite de novo acreditar.... MAS.... fantasmas, medos e outros sentimentos que agora ele experimenta fazem essa história parar no tempo. Sim... consegue entender o por quê disso? Nem eu!
   Agora me resta recolhimento, sou careta, romântico. Não sei ficar flertando e tratando tudo como casual, como se outros não tivessem sentimento. Coração dolorido com o afastamento, afastamento esse necessário. Afinal "amor é feito espelho: tem que ter reflexo!".Amar novamente é possível? Minha vida me permite dizer que sim. 

sábado, 2 de outubro de 2010

"Pouco se pode esperar de alguém que só se esforça quando tem a certeza de vir a ser recompensado." (José Saramago)

   Bom dia! Como estão? Lutando?
    Lutando??? Cheguei a uma decepcionante conclusão relacionada aos meus contemporâneos... LUTAM JAMAIS! Vamos tentar elucidar dentro das faixas etárias. Inicio com a galera de 18 a 25 anos.
Alienação, imbecilidade, comodismo, indiferença, tirar proveito para fins egoístas e patéticos (mesmo que para isso tenham de usar as pessoas que estes afirmam amar - pais, amigos, amores e relacionamentos), são superficiais, pateticamente padronizados. Alienação é uma de suas características marcantes! Tal geração tem como projetos, metas, objetivos, NÃO TER metas, projetos e objetivos. Esperam que como em um passe de mágica, tudo aconteça e os favoreça e caia pronto no colo. Estudar??? Prá que meu! Ler? "Tipo assim... pra quê"!! Trabalho? T-R-A-B-A-L-H-O? "Trampo"? Deus que os livre!!!! São aproveitadores de plantão alimentados por seus pais e educadores (se é que tem) e que planejam de que modo, até quando poderão estender o período de extorsão e manipulação destes para atender seus ridículos anseios momentâneos. Sem identidade, vestem-se, falam e comportam-se de maneira INDUSTRIAL e MANUFATURADA. Mesmo cabelinhos, mesmo discursinhos, roupinhas, aparelhinhos, baladinhas. Agora para dizer que são descolados e bem resolvidos, TODOS TRANSAM COM TODOS! Não conseguem nem definir o que são, incapazes, covardes para aceitarem-se - não são gay, heterros ou bissexuais - designam-se EMOS, HETEROFLEX!!! JAMAIS SE POSICIONAM! São sim massa de manobra, vacas de presépio, fantoches!
   Em relacionamentos, a qualquer sinal de envolvimento sério, batem em retirada, com medinho de construir talvez pela primeira vez na existência FÚTIL que tem , algo significativo e importante que iria agregar, transformá-los talvez num esboço muito simples de seres humanos. Drogam-se, baladas diárias e isolamento injustificados são sintomas claros destes. Irritantemente pensam que o tempo não passa, que a cada ano, as responsabilidades que tem e devem ser assumidas, não são suas. Vestem-se como pessoas de 18, falam como que tem 16 e agem como pessoas de 14... ETERNAMENTE! INSISTENTEMENTE!
   Culpam tudo e todos, como se o planeta que seus pais e aqueles que os amam e tem sorte de encontrar e que AINDA se esforçam em suportá-los e ajudá-los fosse diferente dos que eles vivem. ATENÇÃO IMBECIS... todos nascemos em condições semelhantes, em um sistema que perpetua injustiças, dores e sofrimentos semelhantes. Viver e sobreviver é difícil para todos, EGOÍSTAS!
   Realmente esta geração é ímpar! Consegue contrariar os acadêmicos e as constatações da ciência. É a primeira geração ANENCÉFALA! Sim são bebês que foram gerados (anencéfalos criaturas são bebês que se formam sem cérebro.. não célebro..) e NASCERAM, MULTIPLICARAM-SE E CHEGAM ATE OS 25 ANOS! Uau! Vocês são incríveis! Quem disse que é necessário ter cérebro para "vi ver"! Geração de zumbis, mortos vivos que  perderam e deixaram vossas almas em algum lugar! Transformam a experiência de estar neste planeta, como um fardo e passatempo rumo a morte prematura.
Estou sendo muito duro??? Não me desculpo! Pode estar pensando... e a geração de 30 aos 45 não são muito diferentes de nós. Puta que pariu.... É VERDADE! A mais absoluta VERDADE! Nisso eu tenho de concordar com vocês. Tem pior coisa que gente de 30 e muitos anos que conseguiu sobreviver (pois também são ANENCÉFALOS) e se portam exatamente igual a galera dos 18 a 25? Mesma roupinha, cabelinho, fala (digo dialeto, porque não se comunicam em português), sim, mesmo COMPORTAMENTO! Como vocês são RIDÍCULOS E ENOJANTES!
   Ei você pessoa, quando falo pessoa são seres inteligentes, pensantes, atuantes e reflexivos. Que demonstram sentimentos, que fazem da dor do outro, motivo para agir e transformar algo, nos induz a ação. Que relacionam-se, que amam, acreditam. Que leem.... disse leem (milagre). Gostam de cultura em suas infinitas possibilidades. Que amam outros seres humanos. Sei que está difícil sobreviver em meio tudo isso que vemos. Não desista, AINDA existem pessoas semelhantes a nós, procuremos e nos juntemos. Vamos fazer campanhas, empreitadas em busca de nossos pares. Criemos comunidades e cidades organizadas, onde o caráter, dignidade e educação no sentido mais amplo que pode alcançar, que é transformar o ser humano em humano pode fazer. Quando encontrar alguém como nós, invista se relacione, sendo no mínimo AMIGOS. Se evoluir para relacionamento mais íntimo, APROVEITE A OPORTUNIDADE. Não deixe escorrer por entre os dedos. Não se iluda com essa geração. Coloque-se a disposição e quando um dia ALGUNS deles reagirem e tomarem as rédeas de suas vidas e promoverem uma auto-transformação-evolução, ainda assim com muito cuidado... dê uma chance.
   Como diz meu amado Saramago... "não sou pessimista, o mundo (a patética geração 18 a 25 e seus genéricos 30 a 45) é que são péssimos".

    CHICLETEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

"Para temperamentos nostálgicos, em geral quebradiços, pouco flexíveis, viver sozinho é um duríssimo castigo". José Saramago

   Boa noite pessoas... como estão?
   Algo que sempre me faz refletir são as relações humanas. R-E-L-A-C-I-O-N-A-M-E-N-T-O. Tentarei ser mais generalista, pensando em todas as possibilidades do relacionar-se (família, amigos, amores) e porquê o relacionamento é tão amedrontador, apavorante para muitos.
    Tenho de confessar que sou alguém que necessita do outro, o sorriso, as ideias, a personalidade com suas nuances e características que tornam cada um de nós (NÓS, VOCÊ E EU) especiais... somos especiais. Creio que todos tem o que contribuir, ensinar, aprender e reciclar-se, reinventar-se, mudar... todos podemos mudar. Não precisamos, não devemos viver num mundo frio e solitário, onde nos afastamos das pessoas, num "planeta" só nosso, que afasta o outro, pessoas como nós e que podem nos tornar melhores. Luto diariamente para que a dor, o que não recebi e que me era devido, a apatia, a ingratidão, o egoísmo, não me afetem, não me contaminem. Não tem sido uma luta fácil. Muito mais cômodo é culpar todos (Deus, minha família, quem me enganou, mentiu, desprezou, foi covarde) e seguir as multidões de maneira automática, débil e desumana.

    Pode pensar... "minha família, não tenho amor, carinho, afeto que tanto precisava". Bem, minha relação familiar certamente não é o modelo, se é que existe modelo de afetividade. Minha mãe que amo, sempre teve uma relação muito afastada, fria e muitas vezes cruel para comigo. Sendo criança não se entende por que se recebe determinados tratamentos. Hoje entendo que ela não teve afetividade de seus pais que a entregaram a tios e nunca se preocuparam com seus sentimentos. Que sou resultado de uma desilusão amorosa que teve, de alguém que amava muito (meu pai que não tenho relação alguma) e que planejava dividir a vida. Também que a vida, a necessidade da sobrevivência nos tornam amargos, duros, coração embotado e afetividade limitada, para não dizer nula. Juntando o não entender por que me tornei o "culpado" de suas frustrações e todas as palavras duras, cruéis recebidas, houve um episódio, que tornou tudo mais esmagador. Passei por abuso sexual. Uma criança de 4 ou 5 anos certamente não compreende o que houve, mas somatiza, traumatiza tal violência. Esse certamente é mais um componente devastador na composição do seu eu, do que deseja e de como se vê. Auto-estima? Podem imaginar é algo difícil de se construir.
   Então lendo isso pode pensar... "tadinho do Mark... nossa que barra... quanta dor!". Verdade a dor proporcionada por tudo isso é imensa. As feridas cicatrizam-se, mas a um simples NÃO da vida, a uma normal ingratidão tão peculiar a todo ser humano, as feridas teimam em abrir e sangrar. O que me ajudou a não me tornar amargo, egoísta e indiferente para com a dor de outros semelhantes? Como diz a frase escolhida para este "confessionário" de hoje, do brilhante Saramago, foi justamente não me impor o pior dos castigos - ESCOLHER A SOLIDÃO - manter-me sozinho. Por formação também religiosa, aprendi com pessoas virtuosas que existe muito mais felicidade em doar, em amar mesmo quando não é cômodo, prático e recompensador. Recebi amor de muitas pessoas e de muitos modos. Amigos que levarei para sempre. Aprendi que todos temos dores e toda dor deve ser respeitada. A dor terá a intensidade exata da soma de tudo que vivemos, sofremos e sentimos. Comparar dores e frustrações é impossível, mas, quando aprendi que tenho de dar o primeiro passo, o primeiro sorriso, estender a mão, ceder o abraço o ouvido, olhar enxergando o outro de verdade, cheguei a conclusão - VIVER, SOBREVIVER NÃO É TAREFA FÁCIL PARA NINGUÉM. A minha, a sua dor é significativa. Mas, olhe ao redor, quantas dores mais agudas vemos! 
    Entendi que todos temos responsabilidades. Minha família, minha mãe deveriam ser mais afetuosos? Sim. "Amigos" a quem tanto me doei, deveriam ser mais gratos, uma vez que tanto amor, afeto e atenção dispensei? Sim. "Amores" a quem me expus, me entreguei, tentei com todas as forças fazer dar certo, deveriam ao menos ser adultos e dignos? Sim.
   Entretanto eis o grande desafio - LAMENTAREI, ME ESQUIVAREI DE AMAR, ENTREGAR-ME, SENTIR, DOAR-ME, SER HUMANO, ACREDITANDO AINDA NO PRÓXIMO? NÃÃÃÃOOOO! Conversando com uma amiga amada e uma pessoa com quem me envolvi, em uma crise total de existência (muito justificada por sinal) me disseram - "NÃO MEREÇO SER AMADO, nascemos e morremos só!". Nego-me em aceitar isso. Merecemos o amor. Nascemos e morremos só, verdade. Mas não estamos condenados a VIVER nesta condição. Continuarei lutando e lidando com a dor, a decepção e a frustração. Viver é arriscar-se, entregar-se.
   Como podem ver, tudo é questão de escolha. Em outra ocasião quando quase sucumbi a amargura e a desesperança, uma amada amiga me encarou e de forma firme falou - "você ESCOLHE ser alegre. Está na sua mão!". Verdade! Fiz a escolha, tenho de fazer todos os dias. Certamente para mim de "temperamento nostálgico, em geral quebradiço... viver sozinho seria um duríssimo castigo". Escolhi amar, estar junto, me aproximar de meus semelhantes, independente da escolha de outros.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

"Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia mais." (José Saramago)


   Excepcional dia a todos... vamos conversar um bocadinhoo...
    Acordando nesta manhã, me veio a mente um tema - o TEMPO. Temos de concordar do poder dele. Senhor da verdade para alguns. Tirano silencioso para outros. Até os mais orgulhosos ele faz curvar-se. Implacável, irreversível, surpreendente. Quantos atributos hein senhor tempo! Vamos concordar de que acordo com a fase da vida em que estamos ele tem um sentido muito particular, especial, marcante.
    Voltando alguns anos, aos meus 7 anos, recordo-me bem que em determinado período do ano (julho) sem ser muito explicado a minha pessoinha, eu não precisava ir mais a escola. Sim eram férias de meio de ano. Eu EUFÓRICO, pois o "ano" dentro de minhas concepções havia acabado, decidi comemorar com audíveis ALELUIA - HALLELLUAIH, banhados a quê? A minha cartilha (é... Caminho suave) que havia reduzido a pequeninos pedaços. Então em dada manhã, a "senhoura" minha mãe, acorda-me com sua estridente e "surdível" voz - "vai moleque se arruma, vamos para a escola". Meeeeeeeeeeeuuuuuuuuuuuuuuuu, me caguei! Comecei entender que o tal "tempo" existia e mandava no barraco. Não podia voltar atrás, minha cartilhinha da escolinha estava detonadinha! Para uma criança, o "ontem" será importante apenas se alguém muito chamar a atenção para ele. O futuro? Que é isso para uma criança? Naaaaaaaaaaaaaaddddddddddaaaaaaaaaaaaaaa! O que importa nesta fase são os trinta minutos seguintes.
    Já aos dezoito anos... o que importa é o amanhã. Tudo é "para ontem", aliás, para ontem não, odiava o ontem, queria o futuro. Semanas deviam ser de meses. Queria minha carta (habilitação), bom trabalho (independência econômica e viver só), entrar em todos os bailes (baladas), ir para a faculdade (facul??? já disse vai tomar no _ _!) e se acontecesse algum romance (acreditávamos na época) noooosssaaaa seria MASSA, 10! Juventude é sinônimo milhares de sonhos e perspectivas, que "vamôcombina" não se faz nada para alcançar e de novo o tempo.... vai varrendo, vai varrendo, vai varrendo. Pensa-se em futuro, futuro? Que futuro? Quando jovem não entendemos isso.
    Mas meu amor, ao chegar aos 30... D-E-S-E-S-P-E-R-O, P-I-R-A-D-O, são palavras bem apropriadas. Anseios, desejos, vontades, frustrações, decepções, alvos, metas, perspectivas, TUDO, sim TUDO, desaba em nossas cabeças, tal qual uma providencial caixa d´água cai no seu "kengo" de uma altura de 30 metros! Uma voz da morada eterna destinada a todos os mortais ecoa - "Uhhh vai morrer, uhh vai morrer". Santa fluoxetina! Santos florais! Sim tudo é URGENTE! O hoje é importantíssimo, mas entrelaça-se com o futuro dando um impulso(aos que ainda tem sangue correndo nas veias e artérias) tornando tudo AGORA NESTE INSTANTE MOMENTO, especialíssimo!
    Qual fase seria a melhor? Idiossincrasias...(s.f. Maneira de ver, sentir, reagir peculiar a cada pessoa. (É uma disposição do temperamento, da sensibilidade que faz com que um indivíduo sinta, de modo especial e muito seu, a influência de diversos agentes.) 
   Ei você que me lê, sim você! Vem comigo! Não desanima não! Permita-se, doe-se, entregue-se! Tente, tente, tente! Haverá dor, frustração? Possível. Mas estamos vivos, somente os vivos podem realizar, transformar-se, contribuir. Ame, ame, ame! Não sucumba as superficialidades de todas as relações, ao fútil que tudo está se resumindo. Ame independente da intensidade e forma, o que importa é o que aquece seu coração e refaz sua alma. Amo você pessoa, podemos nos encontrar daqui a pouco. Todos somos inter-dependentes, sempre.
   Em tempo, gostaria de agradecer elogios, sugestões e críticas recebidas e pedir que vocês me enviem material de campo, suas histórias, êxitos e frustrações, manterei sigilo. Quanto aos comentários sobre as pessoas nebulosas que proliferam-se tais gremlins apos chuvarada... "vãmocombiná" precisamos detoná-los, afinal a dor induz a reflexão... vamos contemplar todas faixas etárias - 18 a 45 anos. Entonces me ajudem! Sempre dizendo... CHICLETEEEEEEEEE!!!!!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

"Não tenhamos pressa... mas não percamos tempo!"

    Excelente dia a todos (que de algum modo, circunstância ou milagre) interessarem-se ou "curiosamente esbarrarem" neste blog....
    Bem, acho conveniente explicar  a escolha do "nome" Cliclete sobrevivendo. Chiclete se refere a uma brincadeira em geral dos homens heteros na busca da identificação de diferentes (gays) ao pronunciarem a palavra C-H-I-C-L-E-T-E sem nenhum tipo de afetação ou recaída. Isso passei por diversas vezes na tentativa de outros em "detectar" alguma "anomalia" em minha identidade. Do ponto de vista de muitos, sou "diferente, enigmático, sério, masculino, feminino, meigo, convicto, exagerado, contido, louco, palhaço, carinhoso, seco, metido, humano, gentil...", enfim nesse balaio de gato, sempre se adicione a dúvida sórdida... COM QUEM VOCÊ TRANSA OU QUER TRANSAR??? Obviamente nunca dei satisfação desse aspecto de minha vida a ninguém, uma vez que somente cabe as pessoas que amo e a minha pessoinha. Quanto ao termo "sobrevivendo", vamos concordar que buscar seu próprio caminho, determinar metas, entender o que é mais importante para nós mesmos, cultivar qualidades e virtudes que temos (poucas.. rs) e disfarçar com maestria os muitos defeitos, viver em sociedade e "adaptar-se", perde-se neste processo todo, encontrar-se nesse processo todo, perder-se novamente, aprender viver com as diferenças, superar traumas, decepções, enganos, desilusões, bem como perceber e admitir que magoamos, ferimos, maltratamos a pessoas queridas e amadas, "VÃMOCOMBINÁ" é no mínimo estar "SOBREVIVENDO".

    Decidi começar escrever e me esforçarei em fazê-lo diariamente... por muito escutar - "você escreve bem, consegui verbalizar bem, assenta isso por escrito". Beemmmm, nesta inocente pretensão, irei aventurar-me. Acho que será super auto-biográfico(?) e sei que de algum modo estarei ao mínimo me ajudando a repensar em tudo que vivi e tentar não cometer os mesmos erros, coisa difíííííííícillllll gente! Parece quanto mais envelheço (tenho 33 anos) mais inocente, manipulável e "enganável" me torno.
    Permaneço acreditando que as pessoas são os melhores bens em que podemos investir. Li num pára-choque de caminhão - "quem não vive para servir, não serve para viver" - CREIO NISSO SIM - inocente eu? sonhador? pode ser. Mas não vou me acovardar, desistir em demonstrar Amor, me emocionar. Choooooooooro à beça gente! Parece ser único recurso para não enlouquecer completamente, uma vez que não sou fã de doces, drogas proibidas e de um passatempo tão "vibe" hoje em dia - USAR AS PESSOAS E SEUS SENTIMENTOS.    Aos covardes e egoístas, um recadinho pessoinhas nebulosas - O MUNDO É REDONDO (ovalada na verdade) não tem cantos para se esconder e uma "hora" todos nos encontramos de novo. Não sou vingativo, apenas me esforço em ser justo (sei lá exatamente o que significa isso???????). Confesso que ao girar deste mundinho e no avanço das horas (tudo pode e sempre muda... rs) ADÓGO ver que todos recebemos aquilo que fizemos. Então pessoinhas que demonstram egoísmo e mau-caráter (digo demonstrar porque ninguém é em absoluto, uma coisa ou outra, a menos que de novo pela covardia apática se minimizem em um rótulo). Sim mesmo vocês são pessoas, com potencial, qualidades (que vãmocombina tem se esforçar muito em encontrar) e tem todas as condições de sensibilizarem-se, colocar-se no lugar de outros (não é puxar o tapete, nem assassinato, nãnãninão). Permitam que esse líquido que circula em vossos corpinhos (groselha) transforme-se em sangue humano, cheio de hormônios e identidade e acima de tudo QUENTE! Chega ser répteis! Chega comer fubá grosso! Chega de "fikar" para conseguir bebidas e alguém pague a noitada! Queridos monstrinhos... existe esperança! Somente os idiotas vivem só! (Entendem agora porque vocês na verdade  não usam ninguém? IDIOTAS... quem é que volta para casa depois da balada e fica planejando a outra em seguida, porque é o único meio de estar junto de outros? Que não tem ninguém para conversar algo interessante, contar as angústias, medos e desejos para o futuro. Hum.... tão pensando agora.... "eu não preciso de ninguém". Então vai para a balada "praquê" TOLINHO? Compra uma boneca inflável então! Morram dentro de suas casas (que nunca tem... ficam enchendo o saco de pai e mãe por anos.... sugando... sugando.... vampiros de filme da sessão da tarde) e deixem o planeta mais respirável, retirem-se com seus egos (na verdade frustração e baixa estima). Ó... tô tentando ajudá-los.     Vou simplificar. Vocês são como carros populares (carroceria, rodinha e outras coisinhas básicas) que significa que vocês nasceram e tem uma "forma humana", agora só falta os acessórios (caráter, dignidade e educação que não é ficar quieto, para não serem flagrados em toda vossa exuberante ignorância naquelas frases básicas de vocês - "né, tô de boa, véio, tipo, tipo cara, tipo assim, tipo-tipo, aff, ah tá, vou prá facul (facul???? vai tomar no seu CÚ!), fazendo carão e mostrando o corpinho e o cabelinho montado... ah esqueci.... toda aquela maquiagem que vocês usam... porque nem se alimentar sabem....    Deixo registrado todo meu amor aos meus amigos em especial Ney (Guarujá) e Van (amiga faculdade) vocês sabem a dimensão do meu amor e gratidão por tudo que tem feito por mim. A vocês minha alma está disponível 24 horas.



    Falo demais perceberam né... rs... dias seguintes irei esforçar-me em falar um pouco sobre a dificil tentativa de entender-se e lidar com as surpresinhas que as pessoinhas sempre nos fazem sentir (ai minha úlcera e gastrite).
Sempre dizendo.... CHICLETEEEEEEEEEEEEEE. Juízo pessoas (é o que atrapalha sei, mas é o que mantém a zona um pouco organizada).